Quinta-feira, 3 de setembro de 2026

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Eleições 2026 há 21 minutos Redação

Luciana Oliveira critica posição de Jaime Bagattoli contra o fim da escala 6x1

Candidata ao Senado pelo PT afirma que votação expõe as diferenças de posicionamento no Congresso e defende redução da jornada como medida de valorização do trabalhador

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Luciana Oliveira critica posição de Jaime Bagattoli contra o fim da escala 6x1

A candidata ao Senado Federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Luciana Oliveira, criticou o senador Jaime Bagattoli (PL-RO) por sua posição contrária à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. A manifestação ocorreu durante entrevista ao Programa Leo Ladeia, veiculado pela SGC, poucas horas depois da votação da matéria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

A proposta aprovada na comissão prevê o fim do regime em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos para ter apenas um dia de descanso. O texto estabelece a redução da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, com dois dias de repouso remunerado, sem redução salarial.

Na votação simbólica realizada pela CCJ, quatro senadores registraram formalmente posição contrária à proposta: Rogério Marinho (PL-RN), Jaime Bagattoli (PL-RO), Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Tereza Cristina (PP-MS). O senador Jorge Seif (PL-SC) também se manifestou contra, mas não solicitou o registro nominal de sua posição.

Durante a entrevista, Luciana utilizou o posicionamento de Bagattoli para defender que os eleitores avaliem não apenas os discursos e propostas apresentados durante a campanha, mas também a atuação concreta dos parlamentares nas votações do Congresso Nacional.

“Perceba o quão importante é a postura de um senador da República. Hoje, na Comissão de Constituição e Justiça, foi votado o fim da escala 6x1. E o senador de Rondônia, Jaime Bagattoli, fez questão de nominalmente se colocar contra o fim da escala 6x1”, afirmou.

Para a candidata, a discussão ultrapassa o debate sobre jornada de trabalho e envolve diretamente qualidade de vida, convivência familiar e direitos trabalhistas.

“Isso tem tudo a ver com a classe trabalhadora, porque é mais qualidade de vida, é menos um dia de trabalho, é mais dignidade, mais tempo para a família, a família que esse espectro político tanto enche a boca para falar, mas que na hora de votar, para garantir mais qualidade para essa família, vota contra”, declarou.

Compromisso com trabalhadores

Luciana afirmou que o fim da escala 6x1 será uma das pautas que pretende defender caso seja eleita para o Senado. Ela associou essa posição à relação histórica que mantém com trabalhadores, sindicatos e entidades representativas.

“Então, com certeza, estando no Senado, eu sempre estarei ao lado dos trabalhadores e trabalhadoras. Sempre vou pensar em geração de emprego e renda, porque essa é a raiz do meu partido, do Partido dos Trabalhadores. Sindicato para mim é casa”, disse.

Na sequência, afirmou que pretende atuar para ampliar direitos trabalhistas, e não para reduzi-los.

“Então, comigo pode ter certeza que essa é uma pauta que sempre vai ser para avançar, nunca para tirar, reduzir direitos dos trabalhadores e trabalhadoras”, afirmou.

Emprego e industrialização

A discussão sobre a jornada de trabalho surgiu durante a entrevista no contexto do debate sobre emprego e desenvolvimento econômico de Rondônia.

Luciana defendeu a necessidade de ampliar a industrialização do Estado e agregar valor às matérias-primas produzidas em território rondoniense. Na avaliação da candidata, Rondônia possui capacidade para gerar empregos, mas precisa avançar na qualidade das vagas disponíveis.

Ela também afirmou que mais de 31 mil empregos formais foram criados em Rondônia durante o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A candidata relacionou ainda o desenvolvimento econômico estadual à implantação de novas rotas de integração e comércio internacional.

Ponte, China e rota bioceânica

Durante a entrevista, Luciana relatou ter acompanhado discussões relacionadas à Ponte Binacional e afirmou que voltou a tratar do tema durante sua passagem pela China.

Segundo ela, a integração sul-americana e a possibilidade de conexão de Rondônia com mercados do Oceano Pacífico representam oportunidades estratégicas para o Estado.

“Quando nós chegamos na parte de integração que eles perseguem, chegou a rodovia bioceânica. E é um projeto incrível”, afirmou.

A candidata defendeu que os representantes de Rondônia no Congresso acompanhem esse processo atentamente, levando em consideração os interesses econômicos do Estado e a soberania nacional sobre o território.

Agricultura, assistência e infraestrutura

Ao longo dos três blocos da entrevista ao Programa Leo Ladeia, Luciana também abordou temas como agricultura familiar, agronegócio, programa Pé-de-Meia, assistência social, infraestrutura, relações com a China e o papel que pretende desempenhar caso conquiste uma cadeira no Senado.

A candidata sustentou que a escolha para o Senado deve considerar a postura que cada parlamentar pretende adotar diante de decisões concretas, especialmente em temas que afetam diretamente a população.

Na avaliação apresentada por Luciana, o mandato deve envolver atuação em áreas como trabalho, economia, agricultura, educação, saúde, assistência social, infraestrutura, relações internacionais e defesa da Constituição.

Ao encerrar sua participação, ela afirmou que pretende combinar capacidade de diálogo com firmeza na defesa de suas posições.

“Acho que Rondônia não precisa de mais um senador, Rondônia precisa de uma senadora e eu estou disposta a ir para lá com esse perfil combativo, com esse perfil de diálogo, mas também muito combativo”, afirmou.

Na sequência, voltou a mencionar a posição de Jaime Bagattoli na votação da PEC que trata do fim da escala 6x1 e classificou o posicionamento como incompatível com sua visão sobre os direitos dos trabalhadores.

“Isso é um absurdo! Jamais!”, declarou.

A PEC que trata do fim da escala 6x1, aprovada pela CCJ do Senado, ainda precisa passar pelo plenário da Casa em dois turnos. São necessários pelo menos 49 votos favoráveis entre os 81 senadores para a aprovação. O texto mantém a remuneração dos trabalhadores e prevê uma transição para a nova jornada.

No cenário eleitoral de 2026, Luiz Inácio Lula da Silva disputa a Presidência da República pelo número 13; Expedito Netto concorre ao Governo de Rondônia também pelo número 13; e Luciana Oliveira disputa uma vaga ao Senado Federal com o número 133.

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