Quarta-feira, 28 de outubro de 2026

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Política há 51 minutos Redação

'Desculpa, pai. A gente falhou', diz Carlos Bolsonaro em vídeo após fuga do irmão

Declaração de Carlos ocorre logo após a chegada de seu irmão, Flávio Bolsonaro (PL), senador e ex-candidato à presidência, nos EUA

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'Desculpa, pai. A gente falhou', diz Carlos Bolsonaro em vídeo após fuga do irmão

Em vídeo publicado nesta quarta-feira, 28, o senador eleito por Santa Catarina Carlos Bolsonaro (PL) conta que visitou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em prisão domiciliar, e pediu desculpas. "Em um momento, me emocionei na frente dele. Eu falei: desculpa, pai. A gente falhou", relata. 

A declaração de Carlos ocorre logo após a chegada de seu irmão, Flávio Bolsonaro (PL), senador e ex-candidato à presidência, nos Estados Unidos. Flávio deixou o Brasil três dias depois de sua derrota no segundo turno das eleições presidenciais e foi para a Argentina, de onde embarcou para Miami na noite desta terça-feira, 27. Na segunda-feira, o senador chegou a dizer que não deixaria o País e entregaria seus passaportes, obedecendo à ordem judicial que recebeu da Polícia Federal.

Apesar da derrota na eleição presidencial, a família Bolsonaro obteve outras conquistas na disputa eleitoral deste ano. O próprio Carlos, antes vereador no Rio de Janeiro, foi eleito senador por Santa Catarina. O irmão, Jair Renan Bolsonaro (PL), se elegeu deputado federal pelo Estado, e a madrasta, Michelle (PL), esposa de Jair, foi eleita senadora pelo Distrito Federal.

O PL, partido ao qual os membros da família são filiados, recebeu uma votação expressiva e conseguiu eleger 121 candidatos à Câmara dos Deputados, formando a maior bancada de um partido desde 1990. Além disso, elegeu 19 nomes ao Senado federal, criando uma bancada com 28 senadores. Nos governos estaduais, o PL conseguiu eleger sete nomes.

Ainda no vídeo desta quarta-feira, Carlos voltou a afirmar que seu pai é um "preso político" e que vai "continuar batalhando para a liberdade" dele. "Não acabou ainda, não, a gente vai seguir fazendo nosso trabalho."

Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar depois de ser condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado contra o patrimônio da União.

Os crimes de Bolsonaro ocorreram após o não reconhecimento do resultado das eleições presidenciais de 2022 e culminaram nos eventos do dia 8 de janeiro de 2023. No episódio, seus apoiadores invadiram e vandalizaram as sedes do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Palácio do Planalto, em Brasília.


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