Terça-feira, 20 de outubro de 2026

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Justiça há 7 minutos Redação

STF abre inquérito sobre suspeita de lavagem de dinheiro ligada a Flávio Bolsonaro

O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu inquérito para investigar suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz e o senador Flávio Bolsonaro.

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STF abre inquérito sobre suspeita de lavagem de dinheiro ligada a Flávio Bolsonaro
STF abre inquérito sobre suspeita de lavagem de dinheiro ligada a Flávio Bolsonaro

O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu um inquérito para investigar suspeitas de lavagem de dinheiro que envolvem o advogado Willer Tomaz, empresas ligadas a ele e o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República. O ministro Alexandre de Moraes foi sorteado relator do caso.

A apuração começou na Justiça Federal do Rio Grande do Sul e investiga possíveis crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, além do eventual uso de casas de apostas. A Polícia Federal analisou mensagens e documentos obtidos após a quebra do sigilo telemático de Tomaz. Entre os registros, encontrou e-mails que mencionam Flávio.

Como o senador tem foro especial, o caso foi encaminhado ao STF em 8 de outubro. A Procuradoria-Geral da República (PGR) examinou os indícios e se manifestou a favor da abertura do inquérito. A informação foi publicada inicialmente pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada por outros sites de notícias.

Flávio Bolsonaro investigado em dois inquéritos

Este é o segundo inquérito no Supremo em que Flávio aparece como investigado. O primeiro, relatado pelo ministro André Mendonça, apura o financiamento do filme Dark Horse por Daniel Vorcaro, do Banco Master.

O que a PF encontrou

Segundo relatório da Polícia Federal, Flávio foi cadastrado como “usuário master” de uma conta bancária da Alcazar Holdings, empresa do advogado Willer Tomaz. Esse perfil, de acordo com os investigadores, poderia permitir acesso amplo e gerenciamento da conta.

A PF afirma que, em um e-mail de 22 de maio de 2025, Tomaz pediu a retirada do próprio acesso. Para os investigadores, a mensagem indica que o senador ainda estaria vinculado à conta, ao menos operacionalmente, até aquela data. O cadastro, por si só, não comprova movimentação financeira irregular; é um dos elementos que serão examinados na investigação.


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