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Esportes há 22 minutos Redação

NENÊ: A RONDONIENSE QUE AJUDOU A ESCREVER A HISTÓRIA DO FUTEBOL FEMININO BRASILEIRO

Ex-jogadora da Seleção Brasileira é homenageada em Brasília ao lado de pioneiras que enfrentaram preconceito e falta de estrutura para abrir caminho às novas gerações

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NENÊ: A RONDONIENSE QUE AJUDOU A ESCREVER A HISTÓRIA DO FUTEBOL FEMININO BRASILEIRO

Há histórias que ultrapassam as quatro linhas de um campo de futebol. A trajetória da rondoniense Elissandra Regina Cavalcante, conhecida como Nenê, é uma delas.

Moradora de Porto Velho, a ex-jogadora da Seleção Brasileira foi homenageada, em Brasília, durante o desfile de 7 de Setembro, ao lado de atletas que ajudaram a construir os primeiros capítulos do futebol feminino brasileiro. Nenê foi a única representante da Região Norte entre as homenageadas.

A cerimônia também serviu como uma espécie de reencontro entre diferentes gerações do futebol feminino e como símbolo da preparação para a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil.

UMA HISTÓRIA ESCRITA ANTES DOS HOLOFOTES

Nenê integrou uma das primeiras gerações da Seleção Brasileira feminina em um período em que jogar futebol ainda significava enfrentar barreiras que iam muito além da disputa esportiva.

Ela esteve na Copa do Mundo de 1995, participou da primeira classificação do Brasil para os Jogos Olímpicos e integrou a equipe brasileira que terminou o Mundial de 1999 na terceira colocação.

A geração homenageada em Brasília atuou principalmente nas décadas de 1980 e 1990, quando o futebol feminino convivia com preconceito, falta de estrutura e oportunidades limitadas para as mulheres.

Foi nesse cenário que essas atletas vestiram a camisa da Seleção e ajudaram a construir o caminho que seria percorrido pelas gerações seguintes.

“Antes dessa nova geração, existiram as pioneiras. Foram mulheres que vestiram a camisa, honraram e defenderam a Seleção com muita garra, vontade e coragem”, afirmou Nenê.

UMA REPRESENTANTE DA AMAZÔNIA

A presença de Nenê na homenagem ganhou significado especial para Rondônia e para toda a Região Norte.

Em um evento que reuniu pioneiras de diferentes regiões e clubes, a ex-atleta carregou consigo não apenas a memória de uma geração, mas também a representação de um futebol que durante décadas teve menos espaço, visibilidade e oportunidades.

A homenagem reconheceu mulheres que ajudaram a transformar o futebol feminino em uma modalidade capaz de mobilizar multidões e revelar algumas das maiores atletas do esporte brasileiro.

Nenê fez questão de agradecer à ex-jogadora Formiga, atualmente diretora de Políticas de Futebol e de Promoção do Futebol Feminino do Ministério do Esporte, pela iniciativa de reunir as pioneiras.

Para a rondoniense, o encontro representa mais do que uma homenagem ao passado. É também uma passagem de bastão.

DO LEGADO À NOVA GERAÇÃO

Ao olhar para a história construída por aquelas que vieram antes, Nenê também voltou os olhos para o futuro.

A ex-jogadora destacou que a atual geração brasileira tem uma nova missão: conquistar o primeiro título mundial do futebol feminino brasileiro.

“Hoje temos uma nova missão, buscar o nosso primeiro título mundial. E seria maravilhoso conquistar essa vitória aqui, no nosso Brasil”, declarou.

A declaração resume o significado do encontro em Brasília.

As pioneiras foram homenageadas não apenas pelo que conquistaram, mas pelo caminho que abriram. Entre elas estava uma rondoniense que, décadas atrás, ajudou a vestir de amarelo uma história que ainda estava começando a ser escrita.

Agora, ao lado de suas companheiras de geração, Nenê vê o legado daquela equipe alcançar novas jogadoras — atletas que encontram um cenário muito diferente daquele enfrentado pelas pioneiras, mas que carregam a mesma responsabilidade de defender a camisa brasileira.

RONDÔNIA NO CAPÍTULO DAS PIONEIRAS

Ao representar Rondônia e a Região Norte na homenagem nacional, Nenê recoloca o Estado em uma página importante da história do esporte brasileiro.

Sua trajetória mostra que a história do futebol feminino nacional não foi construída apenas nos grandes centros. Ela também nasceu longe dos holofotes, pelas mãos de mulheres que precisaram persistir quando quase tudo jogava contra elas.

Em Brasília, diante de uma nova geração que hoje sonha com o título mundial em solo brasileiro, a homenagem às pioneiras ganhou um significado maior: lembrar quem abriu o caminho para que outras pudessem chegar mais longe.

E, entre essas mulheres, estava uma rondoniense.

Nenê.

Uma pioneira da Seleção Brasileira. Uma representante da Amazônia. E parte da história do futebol feminino que o Brasil começa, cada vez mais, a reconhecer.

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