Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Hora Certa

PUBLICIDADE
Justiça há 47 minutos Redação

Boicote a comércios após vitória de Lula chega à Procuradoria Geral da República e à Polícia Federal

Parlamentares pedem investigação sobre listas que incentivam retaliação a estabelecimentos e trabalhadores petistas

Compartilhar: WhatsApp Facebook X Telegram
Boicote a comércios após vitória de Lula chega à Procuradoria Geral da República e à Polícia Federal
Imagem ilustrativa criada por IA.

Listas com nomes de comerciantes, profissionais e trabalhadores identificados como apoiadores do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passaram a circular após o segundo turno, com apelos para boicote, demissões e recusa de contratação.

A CNN teve acesso a uma das listas que circulam no interior de São Paulo. O material reúne dezenas de estabelecimentos e profissionais de diferentes setores, como restaurantes, lojas e prestadores de serviços, apontados como apoiadores de Lula. Há registros de listas em Tanabi, São José do Rio Preto, Mirassol e Votuporanga.

Em Tanabi, cerca de 40 comerciantes, empresários e profissionais liberais foram incluídos nas relações. Mensagens que acompanham o material incentivam a inclusão de novos nomes e chegam a sugerir que consumidores façam compras em outras cidades para evitar negócios associados a eleitores de Lula.

O líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), e outros parlamentares apresentaram à PGR (Procuradoria-Geral da República), à PF (Polícia Federal) e ao MPT (Ministério Público do Trabalho) uma notícia de fato pedindo uma investigação de âmbito nacional. O documento reúne episódios registrados em ao menos oito unidades da Federação.

Os parlamentares querem saber se a circulação quase simultânea e a semelhança entre as listas indicam algum tipo de articulação. Pedem que sejam comparados textos, imagens e metadados para identificar uma possível origem comum, os primeiros responsáveis pela divulgação e eventuais administradores compartilhados entre grupos.

A representação também pede a apuração de eventual participação ou financiamento de estruturas político-eleitorais. O documento ressalva que, até agora, os elementos reunidos não permitem atribuir responsabilidade a uma pessoa ou grupo específico.

Há precedente em São Paulo. Em Cafelândia, dois responsáveis por uma lista de boicote divulgada nas eleições de 2022 foram condenados pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), em 2025, pelo crime de perseguição.

A apuração busca agora saber se as listas que surgiram em diferentes cidades são iniciativas locais semelhantes ou se há conexões entre os responsáveis pela produção e pela distribuição do material.

Fonte: CNN - Imagem ilustrativa criada por IA.





Jornal Rondônia em Questão
Editorias & Seções