Quarta-feira, 2 de setembro de 2026

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Economia há 3 minutos Redação

Agora não! Fecomércio-RO realiza adesivaço e alerta sobre risco econômico com a aprovação da PEC 6 x 1

O evento faz parte da campanha nacional "AGORA NÃO!", lançada no sábado (29/08) e encabeçada pela CNC e pelas Federações do Comércio de todo o país contra a aprovação apressada da proposta, pedindo o adiamento da votação da PEC 6 x 1 no Senado.

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Agora não! Fecomércio-RO realiza adesivaço e alerta sobre risco econômico com a aprovação da PEC 6 x 1

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) realizou, no final da tarde de segunda-feira (31), um adesivaço em sinal de protesto contra a aprovação da PEC que estabelece o fim da jornada 6 x 1, em um momento político conturbado e com o país mergulhado em incertezas econômicas.

O evento faz parte da campanha nacional "AGORA NÃO!", lançada no sábado (29/08) e encabeçada pela CNC e pelas Federações do Comércio de todo o país contra a aprovação apressada da proposta, pedindo o adiamento da votação da PEC 6 x 1 no Senado.

Durante o adesivaço, o presidente do Sistema Fecomércio-RO e vice-presidente da CNC, Raniery Araújo Coêlho, concedeu entrevista coletiva a sites, TVs e rádios em frente à sede da federação, onde ele falou sobre o descontentamento do setor produtivo em relação à votação da PEC a toque de caixa, sem o devido diálogo, e sobre os impactos negativos à economia do estado e do país.

"Somente o setor de comércio e serviços vai ter um prejuízo de R$ 357 bilhões para adequação à lei e contratação de mão de obra adicional. Isso sem falar no aumento instantâneo de 21% na folha salarial e no risco iminente de fechamento de 631 mil empregos formais no Brasil. Se essa proposta for aprovada do jeito que está, estaremos diante de um grande problema", ressaltou o presidente.

Raniery Coêlho destacou, no entanto, que a Confederação Nacional do Comércio, autora dos estudos de impacto econômico, não é contra o fim da jornada 6 x 1, mas defende, sobretudo, o diálogo e que a mudança seja feita de forma gradual, por meio de convenção coletiva ou acordo coletivo, permitindo que cada segmento adapte a escala conforme sua realidade operacional e seu nível de produtividade.

Ontem, durante o adesivaço, estiveram presentes ao ato de protesto o presidente da ACEP, Valdir Vargas; a presidente da CDL/PVH, Joana Joanora; e o presidente da OCB-RO, Salatiel Rodrigues. Eles também deram entrevistas e foram unânimes ao afirmar a necessidade de um debate técnico e que respeite a realidade de cada segmento econômico, evitando prejuízos futuros.

Todos os líderes dessas entidades, além do presidente da Faperon, Hélio Dias, e da presidente da Facer, Kelly Nahmara Rodrigues, assinaram uma Carta Conjunta endereçada aos membros da Bancada Federal rondoniense, pedindo apoio para a retomada do diálogo sobre a proposta.


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