Quinta-feira, 22 de outubro de 2026

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Mundo há 55 minutos Redação

Macron proíbe protestos não sindicais na França após onda de violência

Medida ocorre após, no último dia 17, serem registradas saques e depredações pelo país; governo prevê reforço de 20% nas forças de segurança para manifestações de sábado (24)

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Macron proíbe protestos não sindicais na França após onda de violência

O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta quinta-feira (22) novas restrições a manifestações após uma onda de violência, depredações e saques registrada no país. O líder francês afirmou que apenas protestos organizados por sindicatos serão autorizados no sábado (24), com trajetos definidos para proteger áreas comerciais e prédios públicos.

A decisão ocorre após os confrontos registrados no último sábado (17), quando grupos de manifestantes promoveram atos de vandalismo e saques. Segundo o governo francês, entre 2 mil e 3 mil estabelecimentos comerciais foram saqueados ou danificados no fim de semana.

Macron também acusou grupos de extrema esquerda de tentar “derrubar a República” durante os episódios de violência e defendeu punições rigorosas para os responsáveis.

Segurança reforçada

O governo francês quer evitar novos confrontos durante a próxima jornada nacional de mobilizações. Segundo o Ministério do Interior, o efetivo das forças de segurança será 20% maior do que o mobilizado na semana anterior.

O esquema de segurança prevê o uso de veículos blindados, militares da força Sentinelle, que atua na proteção de locais estratégicos, e unidades especiais da polícia e da gendarmaria, a força policial de natureza militar do país.

Macron também convocou uma reunião do conselho de defesa para esta sexta-feira (23), quando novas medidas poderão ser anunciadas.

As restrições já atingem diferentes cidades francesas. Em Lyon, a prefeitura proibiu todas as manifestações previstas para sábado. Também foram anunciadas proibições em Paris, Rouen e Toulon.

Críticas da oposição

As restrições e os toques de recolher adotados em algumas localidades provocaram críticas de setores da oposição. Partidos de esquerda consideram as medidas uma ameaça às liberdades civis e acusam o governo de adotar uma resposta excessivamente repressiva.

Já setores da direita cobram uma atuação ainda mais dura das autoridades diante dos episódios de violência.

Diante das críticas, o primeiro-ministro Sébastien Lecornu marcou uma reunião com representantes dos partidos políticos para discutir a situação. O encontro também deve contar com integrantes dos ministérios do Interior e da Justiça, além de responsáveis pelos serviços de inteligência e pelas forças de segurança.

O governo prometeu transparência sobre a atuação das autoridades durante os confrontos do último dia 17.

Reivindicações de estudantes

Além da insatisfação com as ações do governo, os protestos estão relacionados a reivindicações de estudantes e outros grupos sociais.

Entre as demandas apresentadas estão a revogação do Parcoursup, sistema utilizado para organizar o acesso ao ensino superior na França, e investimentos de 10 bilhões de euros destinados a estudantes do ensino médio. Os manifestantes também cobram medidas para reduzir o custo de vida.

O governo anunciou que Lecornu deverá se reunir na segunda-feira (26) com representantes de organizações estudantis, sindicatos, professores, empresários, autoridades locais e parlamentares para discutir as reivindicações.

*Com informações da AFP


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