Expresso Porto avança com máquinas e promete transformar logística e trânsito de Porto Velho
Em alguns pontos, o trabalho de terraplenagem é impressionante. O solo está sendo cortado e nivelado em trechos que chegam a aproximadamente três metros de profundidade
Quem passa pela região da Expresso Porto, em Porto Velho, já consegue perceber a dimensão da transformação. Máquinas pesadas, caminhões e equipes de trabalhadores estão atuando em diferentes frentes para preparar o terreno que receberá a nova estrutura rodoviária.
Em alguns pontos, o trabalho de terraplenagem é impressionante. O solo está sendo cortado e nivelado em trechos que chegam a aproximadamente três metros de profundidade, enquanto grandes volumes de material são retirados, transportados e utilizados na preparação da futura pista.
A Expresso Porto terá aproximadamente 34,5 quilômetros, ligando a BR-364 à região dos terminais portuários do Rio Madeira. A obra é considerada estratégica para a logística de Rondônia porque deverá criar uma rota específica para o transporte de cargas, reduzindo a circulação de caminhões pesados dentro da área urbana de Porto Velho.

O projeto tem investimento estimado em R$ 210 milhões, segundo informações divulgadas pela concessionária e pela Prefeitura de Porto Velho. Há também registros públicos que apontam o empreendimento como parte de um pacote de aproximadamente R$ 261,7 milhões, considerando o conjunto dos investimentos previstos para a intervenção.
A execução foi antecipada. Inicialmente, a intervenção estava prevista para ocorrer somente nos próximos anos, mas a articulação envolvendo Prefeitura de Porto Velho, Governo Federal, ANTT, concessionária e representantes da bancada federal permitiu que os trabalhos começassem em maio de 2026.
A previsão divulgada é de que os primeiros 17 quilômetros sejam liberados até dezembro deste ano, enquanto as demais etapas seguem conforme o cronograma da obra. Atualmente, as equipes trabalham justamente na preparação da infraestrutura, com serviços de drenagem, adequação do subleito e terraplenagem.
Para Wilson Dias produtor que trabalha na região, o avanço da obra representa uma mudança aguardada há anos. Um produtor rural que acompanha os serviços destaca a quantidade de máquinas trabalhando e a dimensão da preparação do terreno. Segundo ele, em determinados pontos, o corte chega a cerca de três metros, enquanto dezenas de caminhões atuam no transporte do material.

A expectativa entre produtores, transportadores e empresários é que a nova rota facilite o acesso às propriedades e, principalmente, melhore o deslocamento das cargas que seguem em direção aos terminais portuários.
Segundo a Prefeitura, aproximadamente 1.200 caminhões por dia circulam pela área urbana para chegar à região portuária. A nova rota deverá retirar parte significativa desse tráfego das avenidas da capital, especialmente do eixo da Avenida Jorge Teixeira, contribuindo para melhorar a mobilidade e a segurança viária.

Para o setor produtivo, o ganho também está na logística. A Expresso Porto permitirá uma ligação mais estruturada entre a BR-364 e os portos do Madeira, por onde passa parte importante da produção agrícola destinada a outros mercados.
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